Champion Boxing: O primeiro jogo de Yu Suzuki!
05
September

By Stevie Adams / in , , , , , , , , /


Yu Suzuki é um dos grandes nomes da história
da SEGA, sendo o responsável pela criação de jogos como Hang-On, Virtua Fighter e After
Burner, mas você sabe qual foi o primeiro jogo que ele criou depois de entrar na SEGA? Vamos saber mais sobre ele aqui na análise
de Champion Boxing! Champion Boxing é um jogo de boxe lateral
lançado pro SG-1000 em 1984. Como eu disse antes, ele é notável por ser
o primeiro jogo programado por Yu Suzuki em seu primeiro ano na SEGA. No início do jogo, você escolhe entre 5
níveis de dificuldade, e o objetivo, obviamente, é nocautear seu inimigo. De acordo com o manual, você controle o Peach
Boy, do lado esquerdo, contra o Red Devil, do lado direito. O botão 1 serve pra atacar, e o botão 2
serve pra escolher um ataque. Você pode escolher entre jab, direto ou um
gancho, e a ideia é você usar cada um deles no momento mais adequado. Apertando pra cima, você defende o seu rosto,
e apertando pra baixo, você defende o seu corpo. Segurando pra cima e atacando, você ataca
o rosto do inimigo, e segurando pra baixo e atacando, você ataca o corpo dele. Ou seja, você deve sempre atacar a parte
do corpo que o inimigo não está defendendo, e você deve tentar se defender dele
da mesma maneira. Na parte de baixo da tela, você pode ver
uma barrinha, que mede a fadiga do personagem. Se você estiver com sua barrinha em azul,
você ainda está com uma boa resistência. Se a barrinha ficar amarela, você fica mais
suscetível a ser derrubado, e se estiver vermelha, você tem altas chances de ser nocauteado. Cada partida do jogo dura até 8 rounds, e
cada round dura até 1 minuto e meio. Se você cair três vezes num único round,
vai ser um nocaute técnico, também conhecido como TKO, e você perde. E se você for derrubado mas não conseguir
se levantar quando o juiz terminar de contar até 10, você também perde, e o mesmo vale
pro seu inimigo. Se até o fim do round ninguém for nocauteado,
você e seu inimigo vão ser classificados com uma pontuação, que fica ali embaixo
das palavras 1UP e CPU, e vão pro próximo round. Caso não acontece nenhum nocaute, quem tiver
mais pontos no fim de 8 rounds, ganha a luta. Em caso de empate, quem ganha é o computador. Uma coisa que eu não tinha me ligado antes
de jogar bastante pra fazer esse vídeo é que o jogo tem um modo pra 2 jogadores. E bom, o SG-1000 tem um bocado de jogos com
suporte pra 2 jogadores alternadamente, mas aqui, o modo é pra dois jogadores simultâneos! Nesse caso, o primeiro jogador controla o
Peach Boy e o segundo o Red Devil, sendo a única maneira de jogar com ele. Os gráficos do jogo são muito bons pros
padrões do SG-1000. Os personagens são bem grandes e são feitos
de várias cores. Cada ataque tem uma animação própria, e
essa animação muda dependendo se você atacar o rosto ou o corpo do seu oponente. A mesma coisa vale pros ataques dele, assim
como pras animações dos dois personagens quando são atacados. Além disso, lá no fundo tem uma torcida,
que fica se mexendo, além do juiz, que mexe os braços e os olhos. São muitos detalhes! Mas eu acho que isso tudo foi conseguido de
um jeito malandro. Eu sinceramente não acredito que os lutadores
sejam sprites realmente, porque o SG-1000 não faria sprites desse tamanho todo,
nem com tantas cores. Provavelmente, os lutadores são pedaços
de cenário sendo animados, o que era um truque muito comum em diversos jogos 8-bit. Tanto que se você reparar, quando os personagens
andam pros lados, a movimentação é meio travadinha, não é muito suave. Fora que o fundo na parte da tela que eles
ocupam é todo verde, sem a plateia atrás. Mas, sendo cenários ou não, os gráficos
ficaram ótimos. E um detalhe legal é que se você conseguir
derrubar o inimigo, e ele não conseguir se levantar depois que o juiz contar até 10,
o Pengo aparece no ringue e levanta uma plaquinha escrito KO. Pra quem não sabe, esse pinguim vermelho
é de um jogo de arcade da SEGA de 82 que eu já fiz review aqui no canal também. Eu fico impressionado que Champion Boxing
tenha só 32kb, o que é 1/4 de 1 megabit, e além de tantos detalhes nos personagens,
ainda incluíram essa aparição especial do Pengo. Sobre o som, eu não tenho muito o que falar. O jogo tem uns jingles, ou seja, umas músicas
bem curtas, que tocam quando a luta começa e quando a luta termina, e só. Mas pelo menos elas são bem animadas. Durante a luta só tem alguns efeitos sonoros
dos golpes, e quando alguém cai, aparece o som da plateia fazendo barulho (que parece
mais um assovio), e a plateia também comemora depois do vencedor declarar a vitória. Enfim, nada muito espalhafatoso, mas satisfatório. Apesar de ser pouquinha coisa, as músicas
do jogo aparecem no álbum SEGA SG-1000 30th Anniversary Collection, que foi lançado no
Japão em 2013 pra comemorar o aniversário de 30 anos de lançamento do console. O maior problema de Champion Boxing é que
o jogo tem pouca variedade. Não existem outros personagens selecionáveis
e o inimigo é sempre o mesmo. E quando você vence uma luta, o jogo volta
pra tela de título, ou seja, depois que você vencer ou perder, o jogo acaba e volta pra
tela inicial. Como eu disse, o jogo tem 5 dificuldades,
e a diferença entre elas é que o inimigo vai ficando mais rápido e mais difícil. Eu diria que a dificuldade 1 é BEM fácil, e o inimigo
nem vai fazer muito esforço pra se defender. Até o nível 3 eu venço de boa. Só no nível 4 que eu já percebi o inimigo
se esforçando mais, e pra mim, é a melhor dificuldade, deixando um bom desafio, mas
sem ser muito difícil. A dificuldade 5 sim, é pauleira. O problema mesmo é que, como eu falei, acabando
a luta, o jogo volta pra tela de título, então depois que você experimenta todas
as dificuldades, você já viu tudo o que jogo tem, e o que resta
é repetição das lutas. Mas pra ser justo, eu confesso que as primeiras
vezes que joguei Champion Boxing, eu achava que era só escolher o golpe e torcer pra
dar certo, mas depois que eu pesquisei sobre ele, olhei o manual e tal, que eu fui perceber
que dá pra escolher a altura dos golpes, que dá pra defender, e tudo o mais, e só
então eu percebi como o jogo é um tanto técnico e mais profundo do que eu inicialmente
dei crédito. Se o inimigo começar a te atacar várias
vezes, você pode se defender, e se seu golpe não funcionar, você experimentar trocar
entre o rosto e o corpo dele. Se você prestar atenção, dá pra ver se
as mãos dele estão perto do rosto ou perto do peito, e aí você sabe onde deve bater. Outra coisa que a gente tem que dar uma colher
de chá é que o jogo é de 84, e nessa época ainda não existia nem Street Fighter 1, que
dirá o 2 que revolucionou os jogos de luta. Nessa época, o conceito de jogo de luta nos
videogames nem tava bem definido ainda, o SG-1000 não é um console lá muito poderoso,
e o jogo tem míseros 32kb de tamanho! Se a gente parar pra considerar tudo isso,
o jogo é impressionante pra caramba pra época dele. É uma pena é que ele tenha pouca variedade,
mas considerando o tamanho pequenininho do jogo e o tanto de detalhes gráficos que conseguiram
colocar nele, dá pra relevar. Curiosamente, ainda em 84, Champion Boxing
recebeu depois uma versão pra arcade, que é baseada na do SG-1000. Pois é, não foi a versão do SG-1000 que
era um port do arcade, e sim o contrário. A placa que o jogo roda na verdade é basicamente
um SG-1000 mesmo, e tem outros dois jogos do SG-1000 que também ganharam versão pra
arcade da mesma maneira. As diferenças entre as versões são poucas. No arcade, com apenas uma ficha, até duas
pessoas podem jogar ao mesmo tempo. No caso, enquanto no SG-1000 as partidas podiam
durar até 8 rounds de até 1 minuto e meio, no arcade são apenas 3 rounds
de 1 minuto cada. No caso de 2 jogadores, a partida dura até
5 rounds. A diferença mais relevante, na minha opinião,
é que no arcade você não escolhe a dificuldade. O jogo começa na dificuldade 1, e se você
vencer o oponente, ele vai subindo sozinho as dificuldades, aumentando progressivamente. Ou seja, a minha crítica do jogo ter só
uma luta e voltar pra tela de título, é algo que não acontece aqui, pois ainda que
os personagens sejam sempre os mesmos, ele agora tem uma progressão mais natural. No caso, são apenas 3 rounds, e se você
tiver mais pontos que o oponente no fim deles, você segue pro próximo nível. Se der empate, o computador ganha. Os gráficos também têm uns detalhes a mais,
como um textinho escrito “Game Over” se você perder, “Decision” se acabar por disputa de
pontos, “TKO” no caso de um nocaute técnico, ou “Challenge (the) Next Level”, se você
conseguir nocautear o inimigo. Aquele álbum de músicas que eu falei antes,
também tem uma música chamada “Game Over”, que o álbum diz que não foi usada, e essa
música toca na versão de arcade. Fora essas pequenas mudanças, os gráficos,
sons, jogabilidade, etc, são iguaizinhos aos da versão do SG-1000. Enfim, a versão de arcade melhora algumas
coisinhas que eu critiquei na versão do SG-1000, mas sinceramente eu ainda acho no mínimo
curioso terem portado esse jogo pro arcade, já que pra um jogo de arcade, ele já não
impressiona tanto. No mínimo era um tipo de cabine mais baratinha,
e não um jogo luxuoso. A capa do jogo é bacaninha. Ela mostra uma ilustração dos lutadores
se batendo, e aparentemente a proteção bucal de um deles voando pra longe, enquanto o juiz
tá caído ali atrás. O jogo foi lançado em cartucho em 84, e em
85 ele também saiu em formato de cartão. A versão de cartão é quase igual, mas mostra
um pouquinho mais de detalhes nas laterais. Além disso, o jogo também saiu em alguns
países da Europa, assim como Congo Bongo, Star Jacker, e outros jogos dos primeiros
dois anos do SG-1000. A ilustração da capa continua a mesma, só
o layout que muda um pouco, e agora o nome aparece escrito só em inglês. Já a versão de arcade, infelizmente eu não
encontrei nenhuma imagem da cabine, mas tem os folhetos promocionais. O lado da frente tem a mesma ilustração
da capa da versão do SG-1000, e uma breve descrição do jogo, enquanto o lado de trás
tem imagens do jogo e uma pequena explicação sobre como jogar. E como dá pra ver nas imagens, a versão
de arcade saiu no ocidente também, e os folhetos são basicamente os mesmos, só muda o idioma
em que foram escritos. Eu vi alguns lugares dizendo que a versão
de arcade saiu nos Estados Unidos, mas eu não encontrei nenhuma evidência confiável
disso, e mesmo o folheto em inglês só mostra os endereços da SEGA do Japão e da SEGA
da Europa, então eu acho que foi só na Europa mesmo, que nem a versão do SG-1000. Em 85, Champion Boxing também ganhou uma
versão pro MSX, que foi publicada pela Pony Canyon,
apenas no Japão. É basicamente o mesmo jogo do SG-1000. Com exceção da paleta de cores que tem cores
mais saturadas, os gráficos são os mesmos. O som da plateia também é levemente diferente,
mas fora isso, é igualzinho à versão do SG-1000. Champion Boxing também foi relançado na
coletânea SEGA 3D Fukkoku Archives 3: Final Stage pro 3DS em dezembro de 2016, mas infelizmente
a coletânea só saiu no Japão. A segunda coletânea chegou a sair no ocidente
com o nome de SEGA 3D Classics Collection, enquanto a primeira coletânea não saiu em
mídia física, mas teve os jogos lançados separadamente na eShop. O jogo é desbloqueado se você tiver um save
da segunda coletânea. É uma pena que, seja lá qual for o motivo,
não lançaram essa coletânea no ocidente, pois seria a primeira vez que Champion Boxing
seria oficialmente lançado na América, e com efeito 3D, ainda por cima. O jogo também teve uma espécie
de sucessor chamado Champion Pro Wrestling, que saiu em 85, e agora é um jogo
de luta livre, e não de boxe. Assim como Champion Boxing, ele também ganhou
versões pra arcade e MSX posteriormente, e nenhuma das versões saiu do Japão. E quer saber? Ainda bem mesmo. Apesar da jogabilidade lembrar a de Champion
Boxing, os controles são horríveis. Você tem que selecionar o golpe desejado
toda vez que quiser bater, o que atrapalha bastante, enquanto a máquina alterna entre
os golpes na velocidade da luz e você sente que não consegue fazer nada. Só jogando pra você ver a diferença na
jogabilidade entre os dois, mas se aceita um conselho, passe bem longe desse aqui. Em uma entrevista à revista britânica Retro
Gamer, em dezembro de 2016, Yu Suzuki afirmou que Champion Boxing foi um projeto pequeno
com uma equipe bem pequena, e que isso permitiu que ele aprendesse o processo de criação
de jogos com pouca pressão. Ele também disse que como o jogo tinha poucos
designers, ele mesmo ajudou em alguns dos desenhos das animações de socos dos personagens. Além disso, ele também confirmou que o jogo
foi desenvolvido pro SG-1000 primeiro, e que a versão de arcade foi criada simplesmente
instalando um SG-1000 numa cabine de arcade. Champion Boxing foi a primeira criação de
Yu Suzuki, que se tornou o líder e fundador do estúdio SEGA-AM2, assim como o primeiro
projeto de Rieko Kodama, que também foi uma artista no jogo. Pra quem não sabe, Rieko Kodama foi a principal
designer de jogos como Alex Kidd in Miracle World, Altered Beast, Fantasy Zone II, e é
considerada a “mãe” da série Phantasy Star. Além deles dois, o jogo também contou com
Yoshiki Kawasaki, designer de alguns jogos como Flicky, Spatter e SEGA Ninja. Enfim, embora Champion Boxing seja um jogo
simples, dá pra notar que ele inspiraria futuros jogos do Yu Suzuki. Na verdade, os superiores dele ficaram tão
impressionados com o trabalho dele no jogo que ele foi promovido pra líder de projetos
no mesmo ano que entrou na SEGA. Com o clima geral de alta criatividade e tecnologia
da empresa, Yu Suzuki pôde desenvolver jogos de muito destaque na época, como Hang-On,
Space Harrier, OutRun e After Burner. Eu acho que Champion Boxing tem uma estratégia
bem considerável pra época, e como eu disse antes, até eu realmente jogar direito e perceber
que o jogo tinha defesa, altura dos ataques, modo pra 2 jogadores e essas coisas, eu não
tinha dado muita bola pra ele, mas agora que eu joguei com mais calma, eu realmente adquiri
um bocado de respeito pelo jogo. O lado técnico dele me parece como se a jogabilidade
de Virtua Fighter estivesse começando a engatinhar já nessa época, e como eu falei, o jogo
saiu muitos anos antes do gênero de luta estar bem definido. Na minha opinião, Champion Boxing é bem
melhor que jogos como o Rocky do Master System, que tem mais inimigos e gráficos melhores. Enfim, hoje em dia ele é um jogo que eu só
jogaria por alguns minutos, mas pra época, ele é bem decente. Só peca mesmo pela pouca variedade, mas acho
que era o que o espaço do cartucho permitia. Eu aposto que se o Atari 2600 tivesse um jogo
do calibre de Champion Boxing, as pessoas lembrariam com carinho dele até hoje. De qualquer forma, eu acho impressionante
que o Yu Suzuki fez um jogo tão colorido e técnico tão cedo, em seu primeiro ano
na SEGA.


42 thoughts on “Champion Boxing: O primeiro jogo de Yu Suzuki!

  1. Cara, levando em consideração o ano, e toda a limitação tecnológica da época, esse jogo é ESPETACULAR!
    Talvez por eu ser praticante de artes marciais, assim que eu bati o olho nos movimentos, vi logo que são apurados, percebi a guarda alta ou baixa dos personagens, bem como seus golpes muito bem definidos, e isso tudo usando cenário. Cara, o Yu Suzuki é realmente um gênio, não existe outra palavra para descrever. Estou impressionado como o SG-1000 foi capaz de rodar esse jogo, realmente eles fizeram milagre.
    Uma pena mesmo esse jogo não ter saído nas Américas.
    Parabéns mesmo pelo review, e não canso de me impressionar com a amada SEGA.
    Valeu!!!

  2. Sério que você achou melhor o Champion Boxing do que o Rocky? Bom tá certo que Rocky provavelmente foi inspirado mesmo no Champion Boxing, mas talvez por eu ter uma bela nostalgia de Rocky (que foi o jogo de luta que mais joguei no início do Master System), é que questionei acima. Yu Suzuki era mesmo um gênio que a Sega fez ótima escolha em promovê-lo e assim lançar excelentes futuros jogos para a empresa. Tô gostando cada vez mais da frequência das postagens dos seus vídeos!

  3. Caramba. Um jogo muito a frente do seu tempo, mesmo apesar de ser apenas um embrião de jogos do tipo. Parabéns pelo vídeo.

  4. Joguei muito isso no MSX. Um fato curioso é o uso criativo do contraste entre as cores – repare que P2 parecia ser marrom, mas essa era uma cor que não existia na paleta do Max (e do SG1000). Isso era conseguido graças ao bom uso do contraste entre as cores.

  5. Seus vídeos estão ficando melhor ainda. O que já era bom está melhorando ainda mais. Parabéns! Em breve tenho certeza que verei o vídeo de Shining Force 2 com muita qualidade.
    Só mais uma coisa: vc acaba de ganhar mais um apoiador. Não é muito, mas desejo ajudar e espero ver esse canal com milhões de seguidores. Você merece!

  6. O jogo é bem bonito para o SG-1000. Pra 2 jogadores deve ser até legal já cada luta é única o problema de não ter mais jogadores era o normal para época.

  7. Filipe você sempre me surpreende, quero só ver quando chegar na era sega CD e 32x você tá frito porque vou pedir vídeo todo santo dia. Srsrsr ótimo vídeo

  8. O nome do protagonista deste game eu nunca tinha encontrado, meu amigo: Obrigado por isso! 🙂 Só não entendi como se pronuncia: É ''Pitboy'' que se escreve?

  9. Ótimo video como sempre
    Não grava mais vídeos com esse boné, vc ficará mais "envolvente" sem ele (Dica não solicitada) kkkkk

  10. Rapaz que saudade que senti de seu canal! Faziam acho que 2 anos que fiquei bem por fora do Projeto Sega retro Brasil. Relembro, e ainda encontro vídeos maravilhosos que alegram qualquer seguista hahah. Continue com o excelente conteúdo. 🙂

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *